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Ténis de mesa

O serviço no ténis de mesa: o que o regulamento exige

A bola tem de subir pelo menos dezasseis centímetros e a mão livre não pode esconder nada. As regras do serviço mudaram o jogo moderno.

· Gonçalo Amarante · 5 min de leitura

Raquete de ténis de mesa pousada sobre uma superfície clara, ao lado de uma bola
Raquete de ténis de mesa pousada sobre uma superfície clara. Imagem CC0 / domínio público.

Porto — O ténis de mesa é jogado sobre uma superfície de 2,74 metros por 1,525 metros, com uma rede de 15,25 centímetros de altura e uma bola de 40 milímetros. Num espaço tão curto, o serviço é o único momento em que um jogador controla completamente a bola — e foi precisamente por isso que passou a ser a parte mais regulada do jogo.

Mão aberta, bola no ar

O regulamento exige que a bola parta da palma da mão livre, aberta e imóvel, acima do nível da superfície de jogo e atrás da linha de fundo. A partir daí tem de ser lançada quase na vertical e subir pelo menos dezasseis centímetros antes de ser tocada. Não pode haver rotação imprimida no lançamento nem contacto com qualquer outra parte do corpo.

A regra que mais alterou o jogo moderno, porém, é outra: desde o momento do lançamento até ao contacto, a bola tem de permanecer visível para quem recebe e para a equipa de arbitragem. Acabaram os serviços escondidos atrás do ombro ou do antebraço, que durante décadas garantiam pontos diretos sem que o adversário conseguisse ler o efeito.

Porque é que a visibilidade mudou tudo

Quando o recetor consegue ver o ponto de contacto, consegue estimar a direção da rotação. O jogo deixou de se decidir no primeiro toque e passou a decidir-se no terceiro: serviço curto, devolução controlada e ataque imediato. É esse encadeamento — e não a força — que caracteriza o ténis de mesa de alto nível.

Um serviço legal não é um serviço fraco. É um serviço que obriga o adversário a decidir depressa, mas com informação.

Contagem e alternância

Cada jogo disputa-se até onze pontos, com uma diferença mínima de dois, e os encontros são decididos à melhor de cinco ou de sete jogos. O serviço alterna de dois em dois pontos; a partir de dez-dez, alterna a cada ponto. Os jogadores trocam de lado no fim de cada jogo e, no jogo decisivo, quando um deles chega aos cinco pontos.

  • A bola tem de ser lançada a partir de uma palma aberta e imóvel.
  • A subida mínima do lançamento é de dezasseis centímetros.
  • A bola tem de estar visível para o recetor durante todo o serviço.
  • Se a bola tocar na rede e cair no campo correto, o serviço repete-se.

Quando um árbitro considera que o serviço não cumpriu as condições, pode advertir na primeira ocorrência e atribuir o ponto ao adversário nas seguintes. É uma decisão técnica, tomada em fração de segundo, e continua a ser das mais discutidas nas salas de competição.

Gonçalo Amaranteacompanha ténis de mesa e trata o arquivo histórico

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