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Ténis de mesa

Salas de treino de ténis de mesa: o equipamento mínimo

Espaço livre atrás da mesa, piso que não reflete e luz sem sombras. As exigências são mais simples do que parecem.

· Gonçalo Amarante · 4 min de leitura

Mesas de ténis de mesa em cimento instaladas num espaço público ao ar livre
Mesas de ténis de mesa de utilização livre num espaço público. Imagem CC0 / domínio público.

Porto — Uma sala de ténis de mesa não precisa de ser grande para ser boa. Precisa de ser bem resolvida em três aspetos que quase nunca aparecem nos catálogos de material: a área livre em redor de cada mesa, o comportamento do piso e a qualidade da iluminação.

O espaço atrás da mesa

O jogo moderno joga-se recuado. Um praticante de nível intermédio recua com frequência dois ou três metros para responder a bolas com muito efeito, e uma sala que não permita esse recuo obriga a alterar a técnica. Por isso as áreas de competição são delimitadas por barreiras baixas: não são decorativas, definem o espaço mínimo de trabalho e impedem que uma bola de outra mesa interrompa o ponto.

Piso e luz

O pavimento ideal é mate, ligeiramente flexível e com aderência estável. Pisos muito brilhantes refletem a iluminação e dificultam a leitura da bola; pisos demasiado duros castigam os joelhos numa modalidade feita de deslocamentos curtos e repetidos.

Quanto à luz, o que importa não é a potência, mas a uniformidade. Uma sala com projetores fortes e mal distribuídos cria sombras sobre a mesa e zonas de encandeamento. A solução habitual é iluminação difusa, colocada acima e ao longo do eixo da mesa, sem fontes visíveis no campo de visão de quem joga.

Uma bola de 40 milímetros a alta velocidade só é visível se a sala colaborar.

O resto é material

Feito isto, o equipamento é modesto: mesas homologadas, redes com tensão regulável, um robô de bolas quando o orçamento permite e um pano escuro de fundo para melhorar o contraste. Muitos clubes portugueses trabalham exatamente assim, em pavilhões partilhados com outras modalidades, e conseguem manter escalões de formação competitivos.

É também por essa acessibilidade que o ténis de mesa continua a crescer em zonas sem grandes infraestruturas: uma sala polivalente bem iluminada resolve, na prática, quase tudo o que a modalidade exige.

Gonçalo Amaranteacompanha ténis de mesa e trata o arquivo histórico

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