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Patinagem artística

Pistas urbanas: o gelo que aparece nas praças

Montam-se em dias, funcionam durante semanas e desaparecem sem deixar marca. São a porta de entrada de muitos praticantes.

· Marta Vinhais · 4 min de leitura

Pista de patinagem no gelo instalada numa praça urbana, delimitada por barreiras baixas
Pista de patinagem no gelo instalada numa praça urbana. Imagem CC0 / domínio público.

Coimbra — Todos os anos, entre novembro e janeiro, dezenas de cidades europeias instalam pistas de gelo em praças, jardins e antigos mercados. Vistas de fora parecem improvisadas. Na prática, seguem o mesmo princípio técnico dos recintos permanentes, apenas com equipamento modular.

Como se monta uma pista em poucos dias

A montagem começa por uma plataforma nivelada, sobre a qual se estende uma manta de tubagem ligada a um grupo de frio colocado fora da vista do público. Depois vem o isolamento lateral, as barreiras e, por fim, o processo de congelamento — que é o mais demorado, porque a água tem de ser aplicada em camadas finas e sucessivas.

A espessura de trabalho é semelhante à de um pavilhão, mas a margem de erro é muito menor: uma pista exterior perde frio pelos lados e pela superfície ao mesmo tempo. É por isso que a maioria funciona com uma cobertura leve, ainda que aberta nas laterais.

Um equipamento com função desportiva

Estas pistas raramente têm dimensões de competição, e não é esse o objetivo. Servem para iniciação: sessões curtas, patins de aluguer, monitores em pista e turmas escolares durante a manhã. Vários clubes de patinagem artística e de hóquei aproveitam o período para fazer captação, e é comum que os primeiros inscritos da época apareçam justamente nessas semanas.

Quando a instalação encerra, o material é desmontado, higienizado e transportado para outra cidade. A praça volta ao que era, sem obra permanente — que é, precisamente, a razão pela qual tantos municípios preferem esta solução a construir um recinto próprio.

Marta Vinhaisescreve sobre patinagem artística e escalões de formação

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